Brasil vende 525 jogadores ao exterior e movimenta R$ 1,1 bilhão: Portugal é o principal destino
O futebol brasileiro continua sendo uma das principais fontes de talentos para o mercado internacional. A janela de transferências após a Copa do Mundo de 2026 mostrou novamente a força do país na formação de jogadores, mas também trouxe números que ajudam a entender como o mercado brasileiro está funcionando.
Segundo dados divulgados pela FIFA, clubes brasileiros negociaram 525 jogadores com equipes do exterior durante o período. As transferências renderam aproximadamente US$ 212 milhões, valor equivalente a cerca de R$ 1,08 bilhão.
Portugal foi o principal destino dos atletas brasileiros.
Ao todo, 117 jogadores deixaram o futebol brasileiro rumo a clubes portugueses. O número representa aproximadamente 22% das 525 transferências.
Mas existe uma curiosidade importante.
Apesar de Portugal ter contratado muito mais jogadores brasileiros, não foi o país que mais gastou dinheiro com eles.
Nesse ranking, a liderança ficou com a Inglaterra.
Portugal leva quase um em cada cinco brasileiros
A relação entre Brasil e Portugal continua extremamente forte no futebol.
Dos 525 jogadores negociados com clubes estrangeiros, 117 foram para Portugal.
Isso significa que aproximadamente um em cada cinco atletas exportados pelo Brasil nessa janela teve o futebol português como destino.
O ranking de destinos ficou assim:
| País | Jogadores brasileiros |
|---|---|
| 🇵🇹 Portugal | 117 |
| 🇹🇭 Tailândia | 38 |
| 🇲🇹 Malta | 26 |
| 🇯🇵 Japão | 19 |
| 🇦🇪 Emirados Árabes Unidos | 19 |
O número de Portugal chama atenção porque está muito acima dos demais países.
A diferença para a Tailândia, segunda colocada, é de 79 jogadores.
Por que Portugal contrata tantos brasileiros?
A proximidade cultural e linguística é um dos principais fatores.
Um jogador brasileiro que chega a Portugal não precisa enfrentar a mesma barreira de adaptação linguística encontrada em outros mercados europeus.
Existe também uma relação histórica entre os dois mercados.
Clubes portugueses frequentemente observam jogadores brasileiros jovens e utilizam o país como uma espécie de porta de entrada para o futebol europeu.
Para o atleta, Portugal pode representar uma oportunidade de disputar competições europeias e, posteriormente, chamar a atenção de clubes maiores.
Para os clubes portugueses, o mercado brasileiro oferece uma quantidade enorme de jogadores formados em diferentes níveis.
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Inglaterra paga mais pelos brasileiros
Aqui está uma das informações mais interessantes do levantamento.
Se Portugal foi o país que mais contratou brasileiros em quantidade, a Inglaterra foi quem mais gastou dinheiro.
Os clubes ingleses desembolsaram aproximadamente US$ 57,3 milhões, cerca de R$ 291 milhões, em jogadores vindos do Brasil.
O valor representa quase 27% de toda a receita brasileira com vendas internacionais nessa janela.
Ou seja:
Portugal compra mais jogadores. A Inglaterra compra jogadores mais caros.
Essa diferença ajuda a explicar a enorme distância financeira entre os dois mercados.
Ranking dos países que mais gastaram com brasileiros
A lista dos maiores compradores financeiros ficou assim:
| País | Valor gasto |
|---|---|
| 🏴 Inglaterra | US$ 57,3 milhões |
| 🇮🇹 Itália | US$ 28,6 milhões |
| 🇺🇦 Ucrânia | US$ 26 milhões |
| 🇵🇹 Portugal | US$ 14,6 milhões |
| 🇺🇸 Estados Unidos | US$ 12,4 milhões |
A Inglaterra gastou quase quatro vezes mais que Portugal, mesmo levando uma quantidade muito menor de jogadores.
Isso mostra que os mercados têm estratégias diferentes.
Portugal funciona muito pelo volume.
A Inglaterra busca principalmente atletas com maior potencial de valorização e capacidade de atuar em um dos campeonatos mais ricos do mundo.
Brasil vende muito, mas arrecadou menos que em 2025
Apesar do número expressivo de 525 jogadores vendidos, existe um ponto de atenção.
A receita brasileira caiu consideravelmente em relação ao ano anterior.
Em 2025, os clubes do país arrecadaram aproximadamente US$ 460 milhões com vendas internacionais.
Em 2026, foram US$ 212 milhões.
A queda é superior a 50%.
Em reais, a diferença também impressiona:
2025: cerca de R$ 2,3 bilhões
2026: cerca de R$ 1,08 bilhão
Ou seja, o Brasil vendeu muitos jogadores, mas conseguiu menos dinheiro por eles.
O Brasil também comprou menos estrangeiros
A janela também revelou uma mudança no comportamento dos clubes brasileiros.
As equipes do país contrataram 318 jogadores vindos do exterior.
O número de estrangeiros contratados foi o menor desde 2022, quando a FIFA começou a divulgar esse tipo de levantamento.
Em valores, os clubes brasileiros gastaram aproximadamente US$ 127 milhões, cerca de R$ 648 milhões.
Com isso, o Brasil terminou a janela com um superávit de US$ 85 milhões nas transferências internacionais.
Ou seja, entrou mais dinheiro no futebol brasileiro do que saiu em negociações internacionais.
Brasil exporta talento e importa menos
O cenário pode ser resumido de maneira bastante simples.
O Brasil:
vendeu 525 jogadores.
E:
contratou 318 atletas do exterior.
Em quantidade de jogadores, foram 207 transferências internacionais a mais nas saídas do que nas entradas.
Isso reforça a característica histórica do futebol brasileiro como grande exportador de talentos.
O país continua formando jogadores em enorme quantidade.
Quem mais comprou jogadores brasileiros?
Portugal liderou em quantidade, mas o ranking mostra algo curioso.
Países que normalmente não são vistos como grandes destinos tradicionais do futebol brasileiro aparecem entre os principais compradores.
A Tailândia levou 38 jogadores.
Malta contratou 26.
Japão e Emirados Árabes Unidos ficaram com 19 cada.
Isso mostra que a exportação do jogador brasileiro não está mais concentrada apenas nos grandes mercados europeus.
O futebol brasileiro possui presença cada vez maior em diferentes regiões do mundo.
O Brasil virou uma fábrica global de jogadores
Os números da janela de 2026 precisam ser colocados dentro de um contexto maior.
Um levantamento do CIES divulgado em maio apontou que o Brasil tinha 1.455 jogadores atuando no exterior, espalhados por 135 ligas estrangeiras.
O país aparecia na primeira posição mundial, à frente de França e Argentina.
Isso significa que a exportação de jogadores não é um fenômeno passageiro.
Ela faz parte da estrutura do futebol brasileiro.
O Brasil forma jogadores para o próprio mercado e, ao mesmo tempo, para praticamente todos os grandes centros do futebol mundial.
Portugal funciona como porta de entrada
A presença de tantos brasileiros em Portugal também ajuda a entender uma característica do mercado.
O jogador que não consegue uma transferência direta para Inglaterra, Espanha, Itália ou Alemanha pode encontrar no futebol português uma alternativa.
A adaptação tende a ser mais simples.
E uma boa temporada pode abrir portas.
É comum que clubes portugueses funcionem como uma etapa intermediária na carreira de jogadores brasileiros.
Um atleta chega ao país, ganha experiência no futebol europeu e depois pode ser vendido novamente por um valor maior.
Mas quem realmente paga pelos grandes talentos?
Quando olhamos para o dinheiro, a história muda.
A Inglaterra é o grande exemplo.
Os clubes ingleses gastaram US$ 57,3 milhões com jogadores brasileiros na janela.
Isso representa quase um quarto de toda a receita brasileira com exportações.
A diferença entre quantidade e valor é importante.
Um país pode contratar dezenas de jogadores por valores baixos.
Outro pode contratar poucos atletas, mas pagar milhões por cada um.
Por isso, o número de transferências sozinho não conta toda a história.
O novo mercado brasileiro
A janela pós-Copa também mostra que o futebol brasileiro está passando por uma transformação.
Os clubes continuam vendendo jovens talentos, mas o mercado internacional está cada vez mais diversificado.
O jogador brasileiro já não precisa necessariamente ir para Portugal, Espanha ou Itália.
Pode ir para a Tailândia.
Pode ir para Malta.
Pode ir para o Japão.
Pode ir para os Estados Unidos.
Pode ir para a Ucrânia.
Pode ir para os Emirados Árabes.
E, dependendo do perfil, pode chegar diretamente à Premier League.
A Europa continua sendo o grande mercado
Apesar da diversificação, a Europa permanece como o principal centro financeiro das transferências.
Inglaterra, Espanha, Portugal, França e Alemanha estiveram entre os países que mais contrataram jogadores do exterior na janela.
O mercado europeu concentrou grande parte das principais movimentações financeiras do período.
Isso ajuda a explicar por que os maiores valores pagos por jogadores brasileiros continuam vindo de clubes europeus.
Brasil é potência em quantidade, mas precisa aumentar o valor das vendas
Talvez essa seja a principal conclusão dos números.
O Brasil continua sendo extremamente eficiente em formar e exportar jogadores.
O problema é transformar essa enorme quantidade de talentos em receitas cada vez maiores.
A diferença entre 2025 e 2026 mostra isso claramente.
Foram centenas de jogadores vendidos, mas o valor total arrecadado caiu bastante.
Isso levanta uma discussão importante para os clubes brasileiros:
o Brasil está vendendo jogadores demais por valores abaixo do potencial?
A resposta depende de cada negociação.
Mas o cenário merece atenção.
A janela também mostra a força da formação brasileira
Mesmo com a queda na receita, vender 525 jogadores em apenas uma janela é um número gigantesco.
Poucos países conseguem colocar tantos atletas no mercado internacional.
Isso demonstra a força das categorias de base brasileiras.
Também mostra que clubes de diferentes tamanhos conseguem revelar jogadores capazes de despertar interesse fora do país.
Nem todos os negócios são milionários.
Mas, juntos, eles formam uma indústria de exportação extremamente relevante.
E o que Portugal ganha com isso?
Para Portugal, a chegada de 117 brasileiros significa muito mais do que simplesmente preencher elencos.
O país consegue atrair jogadores que podem se valorizar rapidamente.
Além disso, os clubes portugueses têm acesso a um mercado que conhece profundamente.
A relação entre os dois países cria uma espécie de corredor permanente de talentos.
O Brasil forma.
Portugal recebe.
E, em muitos casos, outros mercados europeus compram posteriormente.
O futebol brasileiro continua sendo um grande exportador
Os números da FIFA deixam uma conclusão clara.
Mesmo com uma receita menor que a do ano passado, o Brasil continua sendo um dos principais fornecedores de jogadores para o futebol mundial.
Foram 525 atletas negociados com clubes estrangeiros e aproximadamente R$ 1,08 bilhão movimentado em vendas.
Portugal foi o principal destino, com 117 jogadores.
Mas, quando o assunto é dinheiro, a Inglaterra assumiu a liderança.
Essa diferença entre quantidade e valor revela muito sobre o mercado atual.
A janela pós-Copa de 2026 reforçou uma característica histórica do futebol brasileiro: o país continua sendo uma verdadeira fábrica de jogadores para o mundo.
Ao todo, 525 atletas foram negociados com clubes estrangeiros, gerando aproximadamente US$ 212 milhões, ou R$ 1,08 bilhão, em receitas para o futebol brasileiro.
Portugal foi disparado o principal destino, recebendo 117 jogadores — cerca de 22% de todas as exportações brasileiras no período.
Mas a maior curiosidade está nos valores.
A Inglaterra, com US$ 57,3 milhões investidos, foi quem mais pagou por jogadores brasileiros. Portugal, apesar de ter contratado quase quatro vezes mais atletas, gastou US$ 14,6 milhões.
O cenário mostra dois mercados completamente diferentes.
Portugal compra em volume. A Inglaterra compra em valor.
Enquanto isso, o Brasil segue formando e exportando talentos para todos os cantos do planeta.
A grande questão para os próximos anos será saber se o país conseguirá transformar essa enorme capacidade de formação em transferências cada vez mais valiosas.
Porque uma coisa os números já deixam clara:
o mundo continua querendo jogadores brasileiros.
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