Leila Pereira já decidiu como pretende encerrar sua trajetória no futebol.
A presidente do Palmeiras confirmou que deixará o futebol ao término de seu mandato, em dezembro de 2027, e pretende voltar a se dedicar às empresas das quais é proprietária.
A declaração foi feita na noite de segunda-feira (5), durante um encontro com conselheiros ligados à situação política do clube. O discurso aconteceu em meio às discussões envolvendo a participação da família Lamacchia na SAF do Vasco.
A decisão, porém, não significa uma saída antecipada.
Leila continuará presidente do Palmeiras até dezembro de 2027.
O que mudou é que, pela primeira vez, ela deixou claro o que pretende fazer quando o ciclo terminar.
Leila não quer continuar no futebol
A declaração encerra uma especulação que vinha ganhando força nos últimos meses.
José Roberto Lamacchia, marido de Leila e conselheiro do Palmeiras, chegou a mencionar anteriormente a possibilidade de a presidente assumir algum cargo no Vasco depois de deixar o clube paulista.
Agora, Leila descartou esse caminho.
A dirigente afirmou que, quando deixar o Palmeiras, pretende "voltar de onde vim" e se dedicar novamente às suas empresas. Também disse que continuará colaborando com o futuro presidente do clube.
Portanto, pelo que foi declarado, não existe neste momento um plano anunciado de Leila assumir um cargo no Vasco ou permanecer profissionalmente no futebol.
A prioridade será voltar ao mundo empresarial.
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Uma saída que já estava prevista para 2027
Leila Pereira chegou à presidência do Palmeiras em dezembro de 2021.
Foi reeleita em 2024 e está atualmente em seu segundo mandato, que termina em 15 de dezembro de 2027. Pelas regras atuais, ela não pode disputar um terceiro mandato.
Houve discussões entre integrantes da situação sobre uma possível mudança no estatuto para permitir uma nova candidatura.
A ideia, entretanto, não avançou.
Agora, a própria presidente deixa claro que não pretende continuar no futebol mesmo depois do fim do mandato.
Isso transforma a eleição de 2027 em um momento ainda mais importante para o Palmeiras.
O fim de uma era começa a aparecer no horizonte
A saída de Leila não representa apenas a troca de presidente.
Ela encerra um ciclo que começou em um momento de enorme transformação do Palmeiras.
Durante sua gestão, o clube conquistou títulos importantes no futebol masculino, feminino e nas categorias de base. O próprio Palmeiras destaca, entre outros troféus, Brasileiros, Paulistas, Libertadores, Supercopa e conquistas nacionais no futebol feminino.
Fora de campo, a gestão também esteve associada à expansão comercial da marca Palmeiras.
O clube ampliou seus projetos digitais, lançou o Palmeiras Pay, expandiu as escolas oficiais para fora do Brasil e alcançou a marca de mais de 200 mil sócios-torcedores no Avanti, segundo dados divulgados pelo próprio clube.
Por isso, quem assumir em 2027 não receberá simplesmente uma cadeira presidencial.
Receberá a responsabilidade de dar continuidade a um modelo que passou por uma transformação profunda durante os dois mandatos de Leila.
E existe um motivo político por trás da declaração
A fala aconteceu em um momento delicado dentro do Palmeiras.
O enteado de Leila, Marcos Lamacchia, está envolvido na aquisição da SAF do Vasco. José Roberto Lamacchia, marido da presidente e conselheiro palmeirense, também participa da operação como fiador.
A situação provocou questionamentos da oposição do Palmeiras sobre um possível conflito de interesses e sobre a permanência de Lamacchia no Conselho Deliberativo.
O grupo Ocupa Palestra chegou a pedir a saída dele do conselho.
Foi nesse contexto que Leila fez questão de afirmar que sua dedicação ao Palmeiras continuará integral até o fim do mandato.
Segundo a presidente, ela e o marido permanecem totalmente dedicados ao clube até dezembro de 2027.
Leila também lembrou o dinheiro colocado no Palmeiras
Durante o discurso, a presidente destacou ainda os investimentos feitos por ela e pelo marido no clube.
Leila afirmou que o casal colocou mais de R$ 1 bilhão no Palmeiras ao longo dos anos e ressaltou que suas empresas poderiam ter utilizado suas marcas em outros espaços.
A declaração foi utilizada por ela para rebater críticas de que a família estaria diminuindo sua dedicação ao clube.
Esse ponto ajuda a explicar por que a volta aos negócios terá um peso importante depois de 2027.
Antes de chegar à presidência, Leila já tinha uma carreira consolidada no setor empresarial.
O Palmeiras informa que ela assumiu o comando da Crefisa em 2008 e também é presidente do Centro Universitário das Américas (FAM), além de atuar na gestão de outras empresas do grupo.
O que Leila fará depois de 2027?
A resposta dada pela própria presidente é relativamente clara:
voltará às empresas.
Leila não anunciou aposentadoria do mundo público, nem descartou continuar ajudando o Palmeiras de alguma maneira.
Ela afirmou que pretende continuar colaborando com o futuro presidente.
Mas a gestão direta do futebol, segundo suas próprias palavras, termina em dezembro de 2027.
Isso significa que o Palmeiras terá de separar duas coisas:
- a influência histórica que Leila construiu no clube;
- e a administração direta, que ficará nas mãos de uma nova liderança.
Paulo Buosi aparece como possível sucessor
A sucessão já começa a ser desenhada internamente.
O atual vice-presidente Paulo Buosi é apontado como o nome que deve receber o apoio de Leila para a próxima eleição presidencial.
Ainda existe um longo caminho político até 2027, mas a escolha de um sucessor será fundamental para determinar se o clube continuará seguindo a mesma linha administrativa ou se haverá uma mudança de direção.
Essa será provavelmente uma das principais disputas políticas da história recente do Palmeiras.
O mais importante: Leila ainda tem mais de um ano de mandato
Apesar de a declaração ter repercutido como um anúncio de despedida, existe um detalhe fundamental.
Leila não está deixando o Palmeiras agora.
Ela continuará no cargo durante toda a temporada de 2027.
Isso significa que ainda existe bastante tempo para novos títulos, decisões administrativas, negociações e mudanças no elenco.
O anúncio é, portanto, menos sobre uma saída imediata e mais sobre o encerramento de um ciclo que já tem data marcada.
O Palmeiras começa a pensar no dia seguinte
Durante anos, o Palmeiras teve uma figura central na administração do clube.
Agora, essa era já tem prazo para terminar.
Leila Pereira chegou ao poder em 2021, foi reeleita em 2024 e permanecerá no cargo até dezembro de 2027.
Depois disso, segundo a própria presidente, ela pretende voltar para as empresas que comandava antes de entrar definitivamente na política do futebol.
O Palmeiras terá então uma tarefa tão importante quanto escolher o próximo presidente:
descobrir como continuar crescendo sem depender da figura que comandou o clube durante seis anos.
Leila ainda tem mais de um ano de mandato.
Mas a sucessão de 2027 já começou a ser escrita.
