Memphis Depay no Corinthians: o que mudou antes e depois da Copa ?

 

Memphis piorou depois da Copa? Os números do Corinthians explicam


Memphis Depay viveu dois momentos bastante diferentes pelo Corinthians em 2026. Antes da Copa do Mundo, o atacante enfrentou uma lesão muscular que o deixou afastado por mais de dois meses e chegou ao Mundial sem ritmo. Depois da competição, voltou ao Timão, renovou contrato e ganhou sequência, mas os gols ainda não apareceram.

O contraste ajuda a explicar o momento do camisa 10 e mostra que sua principal mudança no segundo semestre não foi necessariamente na produção ofensiva, mas na disponibilidade para jogar.

Antes da Copa: poucos gols e uma lesão que atrapalhou a temporada

Até a convocação para a Copa do Mundo, Memphis havia disputado 14 partidas pelo Corinthians em 2026, com um gol e uma assistência.

O número é baixo para um jogador que chegou ao clube com status de principal referência técnica. O principal problema, porém, foi a falta de continuidade.

Memphis sofreu uma lesão muscular de grau 2 na coxa direita em março, contra o Flamengo, e ficou aproximadamente 63 dias afastado dos gramados. O período de recuperação prejudicou sua sequência justamente em uma temporada na qual o Corinthians precisava do atacante.

Quando voltou, Memphis ainda precisava recuperar ritmo. Mesmo assim, foi convocado pela Holanda para a Copa do Mundo de 2026 e entrou em três partidas durante o Mundial.

Depois da Copa: mais sequência, mas nenhum gol

O retorno ao Corinthians aconteceu apenas em agosto, após a Copa e depois de toda a negociação envolvendo sua renovação contratual.

Desde então, Memphis entrou em sete partidas pelo Corinthians, considerando os jogos disputados até a eliminação para o Estudiantes, em 16 de setembro.

O dado que mais chama atenção é justamente o número de gols:

0 gols após a Copa do Mundo.

Por outro lado, Memphis conseguiu registrar uma assistência, na vitória por 1 a 0 sobre o Rosario Central, pelas oitavas de final da Libertadores. A cobrança de falta do holandês terminou no gol de Breno Bidon.

Ou seja, o atacante passou a ter mais presença em campo, mas ainda não recuperou a capacidade de decidir através dos gols.

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Memphis antes x depois da Copa

PeríodoJogosGolsAssistências
Antes da Copa1411
Depois da Copa701
Total em 20262112

O recorte mostra uma diferença importante.

Antes da Copa, Memphis marcou 1 gol em 14 partidas, média de aproximadamente 0,07 gol por jogo.

Depois do Mundial, foram sete jogos sem balançar as redes.

Ao mesmo tempo, sua participação ofensiva não desapareceu completamente. A assistência contra o Rosario Central mostra que o jogador continuou tendo capacidade para contribuir na construção das jogadas.

O que mudou no segundo semestre?

A principal mudança foi a sequência de jogos.

Antes da Copa, Memphis praticamente não conseguiu construir uma sequência consistente por causa da lesão. Depois do Mundial, o Corinthians passou a utilizá-lo gradualmente.

Em setembro, o ge mostrou que Memphis havia disputado quatro partidas em duas semanas e acumulado 250 minutos, com média de 62,5 minutos por jogo. Era uma sequência que ele não conseguia alcançar desde fevereiro.

O próprio jogador reconheceu que precisava respeitar o processo físico para recuperar o ritmo.

Isso é importante para entender os números. O Memphis pós-Copa não é necessariamente um jogador que deixou de participar das partidas. Ele passou a estar mais disponível, mas ainda não transformou essa disponibilidade em gols.

A Copa também interrompeu o ritmo do Corinthians

Outro ponto importante é o contexto.

Memphis chegou à Copa depois de meses complicados fisicamente. Pela Holanda, teve participação limitada no Mundial. Contra a Suécia, por exemplo, entrou no segundo tempo e deu uma assistência; diante da Tunísia, também saiu do banco.

Depois da eliminação holandesa, veio um período de férias e, posteriormente, a longa negociação para permanecer no Corinthians.

Por isso, o atacante não teve uma preparação convencional para o segundo semestre.

Enquanto outros jogadores começaram a sequência de jogos normalmente, Memphis precisou reconstruir sua condição física praticamente do zero.

O número que resume a passagem pelo Corinthians

Apesar da queda de produção em 2026, é importante separar a temporada atual de toda a passagem pelo clube.

Até setembro, Memphis havia disputado 83 partidas pelo Corinthians, com 20 gols e 16 assistências, segundo levantamento publicado pelo UOL. Ele também participou das conquistas do Paulistão de 2025, da Copa do Brasil de 2025 e da Supercopa Rei de 2026.

Portanto, o cenário não pode ser analisado apenas pelos sete jogos pós-Copa.

O holandês teve momentos importantes pelo Corinthians, inclusive sendo decisivo na conquista da Copa do Brasil de 2025. O problema é que, em 2026, a combinação de lesão, falta de sequência e longa negociação contratual criou um cenário completamente diferente.

O desafio de Memphis daqui para frente

A eliminação do Corinthians na Libertadores aumentou ainda mais a pressão sobre o atacante.

Contra o Estudiantes, Memphis participou dos dois jogos das quartas de final, mas terminou a série sem marcar. No jogo de volta, o Corinthians teve a chance de buscar a classificação nos minutos finais, mas o holandês desperdiçou a cobrança de pênalti.

Agora, com o Corinthians concentrado no Campeonato Brasileiro, Memphis terá uma sequência maior de partidas para tentar recuperar sua produção ofensiva.

A questão é justamente essa: o Corinthians precisa que o aumento de minutos de Memphis se transforme também em gols.

Os números mostram uma história dividida em duas partes.

Antes da Copa: 14 jogos, 1 gol e 1 assistência, além de uma longa lesão que prejudicou sua sequência.

Depois da Copa: sete jogos, nenhum gol e uma assistência, mas com uma evolução importante na quantidade de minutos e na sequência de partidas.

A diferença, portanto, não está apenas na bola entrando ou não. Memphis conseguiu voltar a jogar regularmente depois do Mundial. O próximo passo é transformar essa sequência em produção ofensiva.

Para um jogador que soma 20 gols em 83 jogos pelo Corinthians, o desafio agora é voltar a encontrar justamente aquilo que mais pesa para um camisa 10: participação direta nos gols.

Bruno Santana

Formado em Análise e Desenvolvimento de sistemas , mas apaixonado por futebol e escritos nas horas vagas

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