Brasil aumenta presença no futebol feminino mexicano
O futebol feminino brasileiro começa a ganhar cada vez mais espaço em um dos mercados que mais cresceram no continente. A temporada 2026/27 da Liga MX Femenil começou recentemente e já conta com oito jogadoras brasileiras, distribuídas por alguns dos principais clubes do campeonato.
O movimento chama atenção porque mostra uma mudança importante no mercado internacional. Durante muito tempo, as principais jogadoras brasileiras que deixavam o país tinham como destino prioritário Estados Unidos e Europa. Agora, o México aparece como uma alternativa cada vez mais relevante.
A presença de oito brasileiras na competição também mostra que os clubes mexicanos passaram a olhar para o Brasil não apenas como um mercado de oportunidades, mas como uma fonte de talento capaz de elevar o nível técnico das equipes.
Quem são as oito brasileiras?
O levantamento divulgado pelo ge aponta oito brasileiras na Liga MX Femenil 2026/27:
- Eudimilla — Pachuca
- Isa Haas — América
- Geyse — América
- Mariza — Tigres
- Daiane — Monterrey
- Aline Gomes — Pachuca
- Jheniffer — Tigres
- Priscila — América
Entre elas, algumas chegaram ao México justamente nesta temporada, enquanto outras já possuem experiência no país.
A distribuição também chama atenção: América, Pachuca e Tigres concentram boa parte das brasileiras, clubes que estão entre as principais forças do futebol feminino mexicano.
América aposta forte nas brasileiras
O América é um dos clubes que mais apostaram no talento brasileiro.
A equipe conta com Geyse, Isa Haas e Priscila, formando um grupo brasileiro importante dentro do elenco.
Geyse é uma atacante de experiência internacional e chega ao futebol mexicano com a expectativa de ser uma das referências ofensivas da equipe.
Priscila também é conhecida pelo futebol brasileiro e já possui experiência internacional.
Isa Haas, por sua vez, atua na defesa e representa uma característica importante do mercado brasileiro: a capacidade de fornecer jogadoras para diferentes posições.
Pachuca também investe no Brasil
O Pachuca possui duas brasileiras no elenco: Eudimilla e Aline Gomes.
As duas representam uma geração que pode ganhar ainda mais espaço no futebol internacional.
Eudimilla chegou ao clube em 2026, enquanto Aline Gomes também aparece entre as novas apostas brasileiras no campeonato.
A estratégia do Pachuca mostra que os clubes mexicanos não estão interessados apenas em contratar atletas brasileiras consagradas.
Existe também uma busca por jogadoras com potencial de crescimento.
Tigres mantém tradição
O Tigres também possui forte presença brasileira.
O clube conta com Mariza e Jheniffer, duas jogadoras que representam perfis diferentes.
Mariza é defensora e possui experiência no futebol brasileiro, enquanto Jheniffer atua no ataque e já está adaptada ao futebol mexicano depois de chegar ao Tigres em 2025.
A atacante teve uma passagem de destaque pelo Corinthians antes de buscar uma nova etapa da carreira no exterior.
Daiane representa a experiência
Entre as brasileiras, Daiane é uma das atletas mais experientes no futebol internacional.
A zagueira defende o Monterrey e possui uma carreira marcada por passagens por diferentes mercados.
Sua presença é importante porque mostra que o futebol mexicano também busca atletas capazes de contribuir imediatamente.
Não se trata apenas de um campeonato para jovens promessas.
Jogadoras experientes também estão encontrando espaço.
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Por que o México virou destino para brasileiras?
O crescimento da Liga MX Femenil é um dos principais motivos.
A competição mexicana vem aumentando sua capacidade de atrair jogadoras estrangeiras e investindo cada vez mais na estrutura do futebol feminino.
Os clubes passaram a enxergar a modalidade como um produto esportivo relevante, com maior exposição, torcida e possibilidades comerciais.
Esse cenário cria oportunidades para atletas brasileiras que procuram novos desafios.
México oferece uma nova alternativa
Para uma jogadora brasileira, existem tradicionalmente alguns destinos considerados prioritários.
Estados Unidos, Espanha, Inglaterra, França, Itália e outros mercados europeus aparecem frequentemente no radar.
O México, entretanto, começa a ocupar uma posição diferente.
A proximidade cultural com a América Latina, a estrutura profissional e a competitividade da Liga MX Femenil fazem do país uma alternativa interessante.
A presença de oito brasileiras em 2026/27 reforça essa tendência.
A Liga MX Femenil está mais internacional
A presença brasileira também precisa ser observada dentro de um movimento maior.
A Liga MX Femenil está se tornando mais internacional.
Os clubes mexicanos passaram a contratar atletas estrangeiras de diferentes países, enquanto jogadoras de seleções importantes enxergam a competição como uma oportunidade de desenvolvimento.
Esse processo aumenta a qualidade dos jogos e cria uma disputa mais competitiva.
O impacto para o Brasil
A ida de brasileiras para o México pode ser positiva para o desenvolvimento das próprias atletas.
Elas passam a conviver com outras culturas futebolísticas, enfrentam adversárias diferentes e trabalham em estruturas profissionais distintas das encontradas no Brasil.
Além disso, a experiência internacional pode aumentar as chances de algumas dessas jogadoras serem observadas pela Seleção Brasileira.
Isso é particularmente importante em um momento em que o Brasil se prepara para a Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no país. A Seleção Brasileira já está classificada por ser a anfitriã.
Copa de 2027 aumenta a importância do momento
A temporada 2026/27 acontece em um período estratégico.
O Mundial feminino será disputado no Brasil em 2027, e o técnico Arthur Elias terá de acompanhar um número cada vez maior de brasileiras atuando no exterior.
As jogadoras que conseguirem se destacar no México poderão entrar no radar da comissão técnica.
A competição mexicana, portanto, pode funcionar como uma vitrine internacional para atletas que ainda buscam espaço na Seleção.
Brasileiras podem se tornar protagonistas
A tendência não é apenas aumentar o número de brasileiras no campeonato.
O objetivo natural dos clubes é transformar essas jogadoras em protagonistas.
Geyse, Priscila, Jheniffer, Eudimilla e Aline Gomes, por exemplo, possuem características ofensivas que podem aumentar o poder de fogo de suas respectivas equipes.
Já Isa Haas, Mariza e Daiane podem contribuir na organização defensiva.
Essa variedade mostra que o mercado mexicano está buscando diferentes perfis de jogadoras brasileiras.
Uma ponte entre Brasil e México
A presença de oito brasileiras também pode criar uma espécie de ponte entre os dois países.
Quanto mais atletas brasileiras se destacarem, maior será a tendência de os clubes mexicanos voltarem ao mercado brasileiro.
Isso pode gerar novas oportunidades para outras jogadoras.
Ao mesmo tempo, o futebol brasileiro passa a acompanhar mais de perto a Liga MX Femenil.
É um ciclo que pode beneficiar os dois mercados.
Clubes mexicanos querem competir internacionalmente
Outro fator importante é a ambição dos principais clubes mexicanos.
Equipes como América, Tigres, Monterrey e Pachuca possuem projetos fortes no futebol feminino.
A contratação de estrangeiras faz parte dessa tentativa de elevar o nível do elenco e aumentar a competitividade.
O objetivo não é apenas vencer partidas nacionais.
É construir equipes capazes de dominar o cenário mexicano e competir em torneios internacionais.
O Brasil continua sendo uma potência formadora
Mesmo com o crescimento mexicano, o Brasil continua sendo um dos principais centros de formação de jogadoras do futebol feminino.
O país produz atletas para praticamente todos os grandes mercados.
A diferença é que agora o México aparece como um destino cada vez mais relevante.
Para os clubes brasileiros, isso também representa uma oportunidade.
Jogadoras que não conseguem espaço imediato em grandes equipes podem encontrar no exterior uma possibilidade de desenvolvimento.
Mais brasileiras podem seguir o mesmo caminho
O número de oito atletas pode aumentar nos próximos anos.
Se as brasileiras tiverem boas performances e os clubes mexicanos perceberem retorno esportivo e comercial dessas contratações, a tendência é que o mercado continue procurando talentos no Brasil.
O sucesso de algumas jogadoras também pode facilitar a chegada de outras.
É um movimento semelhante ao que já aconteceu em outros mercados, quando um grupo inicial de atletas abriu caminho para uma geração maior.
O que esperar da temporada 2026/27?
A temporada está apenas começando, portanto ainda é cedo para determinar quais brasileiras serão as grandes protagonistas.
O campeonato terá muitos jogos pela frente, e a adaptação será um fator importante.
As atletas que conseguirem se adaptar rapidamente ao estilo de jogo, ao calendário e à cultura mexicana poderão assumir papéis importantes.
Também será interessante acompanhar o desempenho dos clubes que concentram brasileiras.
América, Tigres e Pachuca começam a temporada com expectativas elevadas.
Um mercado que merece atenção
O crescimento das brasileiras no México mostra como o futebol feminino está ampliando suas fronteiras.
A Liga MX Femenil deixou de ser apenas uma competição regional e passou a atrair jogadoras internacionais.
Para o Brasil, isso significa mais uma porta aberta para suas atletas.
Para o México, significa acesso a uma das maiores escolas de futebol feminino do mundo.
E para as jogadoras, representa a oportunidade de construir uma carreira internacional sem necessariamente precisar começar pela Europa ou pelos Estados Unidos.
A presença de oito brasileiras na Liga MX Femenil 2026/27 é um dos sinais mais interessantes do crescimento do futebol feminino mexicano. O grupo reúne atletas de diferentes gerações e posições, distribuídas por clubes importantes como América, Pachuca, Tigres e Monterrey.
O movimento mostra que o México está se consolidando como um destino cada vez mais atrativo para jogadoras brasileiras. A competição oferece estrutura, visibilidade e a possibilidade de atuar em um campeonato que vem aumentando seu nível de internacionalização.
Para as brasileiras, o desafio agora é transformar a oportunidade em protagonismo.
Com a Copa do Mundo Feminina de 2027 sendo disputada no Brasil, a temporada também ganha importância especial. As atuações no exterior podem pesar nas avaliações da comissão técnica da Seleção e abrir espaço para novas convocadas.
Mais do que uma simples lista de oito jogadoras, o cenário representa uma mudança no mercado: o futebol mexicano está olhando cada vez mais para o talento brasileiro, e as atletas brasileiras estão encontrando no México uma nova porta para o futebol internacional.
