As 10 Melhores Categorias de Base do Brasil em 2026: Celeiros de Ouro e Vendas Bilionárias

As 10 melhores bases do Brasil 2026


 O Brasil reafirma, ano após ano, sua posição como o maior exportador de talentos do futebol mundial. Em 2026, as categorias de base dos clubes brasileiros não são apenas centros de treinamento, mas verdadeiras "fábricas de unicórnios" que movimentam bilhões de reais e sustentam as saúdes financeiras das instituições. Com a recente valorização do mercado e o surgimento de fenômenos precoces, o ranking das melhores bases do país atingiu um novo patamar de profissionalismo e rentabilidade.

Abaixo, detalhamos as 10 melhores categorias de base do Brasil em 2026, baseando-se em infraestrutura, revelação de atletas para o profissional e, principalmente, no volume financeiro gerado por vendas históricas.

1. Palmeiras (A "Academia" de Bilhões)

O Palmeiras consolidou-se como a base número um do país. O projeto iniciado na última década rendeu frutos sem precedentes, transformando o clube em uma potência vendedora.

  • A Joia da Coroa: Estêvão. Vendido ao Chelsea por um pacote que chega a € 61,5 milhões (R$ 358 milhões), superando recordes anteriores de precocidade e valor.

  • Outras Vendas de Elite: Endrick (Real Madrid - € 47,5 milhões fixos + bônus), Vitor Reis (Manchester City - € 35 milhões) e Luis Guilherme (West Ham - € 30 milhões).

  • Diferencial: O clube investe pesado em suporte psicológico e transição tática, o que permite que jovens de 16 ou 17 anos joguem como veteranos.

2. Flamengo (Ninho do Urubu)

Embora tenha perdido o topo para o Palmeiras em volume de vendas recentes, o Flamengo continua sendo a base mais rentável historicamente no período 2018-2026.

  • A Joia da Coroa: Vinícius Júnior. Embora vendido há alguns anos por € 45 milhões, sua valorização mundial elevou a marca do "Garoto do Ninho" a um status global.

  • Vendas Recentes: Lucas Paquetá (€ 35 milhões), Reinier (€ 30 milhões) e as negociações constantes de jovens que rendem entre € 10 e € 20 milhões anualmente.

  • Diferencial: O Flamengo possui um alcance de captação nacional que permite buscar talentos em todos os cantos do Brasil, mantendo o elenco sempre renovado.

3. São Paulo (Made in Cotia)

O CFA de Cotia é referência mundial em infraestrutura. Em 2026, o São Paulo voltou a figurar no Top 20 mundial do CIES Football Observatory.

  • A Joia da Coroa: Lucas Moura (histórica de € 43 milhões) e, mais recentemente, Lucas Beraldo (€ 20 milhões ao PSG).

  • Vendas de 2025/2026: O clube arrecadou mais de R$ 200 milhões em um único ano com as saídas de nomes como Henrique Carmo (CSKA) e William Gomes (Porto).

  • Diferencial: A filosofia de jogo integrada desde o sub-11 até o profissional, facilitando a adaptação do atleta.

4. Santos (Meninos da Vila)

O Santos é, talvez, a marca de base mais reconhecida do mundo. Mesmo em períodos de crise financeira, a Vila Belmiro continua "fabricando" raios.

  • A Joia da Coroa: Neymar Jr. (€ 88,4 milhões ao Barcelona), que continua sendo a maior venda da história do futebol brasileiro em valores absolutos.

  • Vendas Recentes: Rodrygo Goes (€ 45 milhões ao Real Madrid) e Marcos Leonardo (€ 18 milhões ao Benfica).

  • Diferencial: A mística. O jogador que veste a camisa 10 ou 11 na base do Santos já entra em campo com uma valorização de mercado diferenciada.

5. Fluminense (Xerém)

A "Fábrica de Xerém" é conhecida por revelar jogadores com refinamento técnico acima da média, especialmente meias e volantes.

  • A Joia da Coroa: André. Após recusar várias propostas, sua venda para o mercado europeu em 2024/25 por valores próximos a € 25 milhões marcou uma nova era.

  • Vendas Recentes: Kayky (€ 10 milhões + bônus) e João Pedro (€ 11,5 milhões na época).

  • Diferencial: O lema "Faça em casa o que o mercado cobra caro" define a economia do clube.

JogadorClube de OrigemClube de DestinoValor (Euros)
NeymarSantosBarcelona€ 88,4 Milhões
Vitor RoqueAthletico-PRBarcelona€ 74 Milhões*
EstêvãoPalmeirasChelsea€ 61,5 Milhões
EndrickPalmeirasReal Madrid€ 47,5 Milhões*
Vinícius JúniorFlamengoReal Madrid€ 45 Milhões
Valores que incluem metas e bônus variáveis.

6. Corinthians (Terrão)

O Corinthians passou por uma reformulação em sua base, focando em gerar receita para abater dívidas. O "Terrão" agora é mais tecnológico e voltado ao mercado externo.

  • Destaque: Gabriel Moscardo, vendido ao PSG por € 20 milhões. Recentemente, o clube viu o crescimento de jovens como Breno Bidon.

  • Impacto: Em 2025, o clube arrecadou cerca de R$ 180 milhões apenas com a venda de percentuais e atletas formados em casa.

7. Athletico Paranaense (CAT Caju)

O Athletico é o exemplo de gestão. Não possui a maior torcida, mas possui uma das melhores infraestruturas do continente.

  • Destaque: Vitor Roque. Embora tenha passado pelo Cruzeiro, foi no Furacão que ele explodiu e foi vendido ao Barcelona por um pacote total de € 74 milhões.

  • Diferencial: O clube não tem pressa para vender, o que permite negociar valores muito acima da média por atletas já consolidados no profissional.

8. Grêmio (Celeiro de Ases do Sul)

O Grêmio mantém a tradição de revelar jogadores de força e técnica, especialmente para o mercado europeu de elite.

  • Vendas Históricas: Arthur (€ 40 milhões ao Barcelona) e Everton Cebolinha (€ 20 milhões ao Benfica).

  • Cenário Atual: O clube continua sendo um dos líderes em minutos jogados por atletas da base no time principal.

9. Internacional (Celeiro de Ases)

O Inter foca em uma formação completa. O clube é um dos que mais movimentou dinheiro com transferências nas últimas duas décadas, somando mais de R$ 2,3 bilhões em receitas acumuladas.

  • Vendas Recentes: Yuri Alberto (€ 25 milhões ao Zenit) e a constante exportação de goleiros e zagueiros de alto nível.

10. Cruzeiro (Toca da Raposa)

Com a chegada da SAF e os novos investimentos, a Toca da Raposa voltou a ser competitiva. Após anos de ostracismo, o clube voltou a vender promessas por valores acima de € 10 milhões.

  • Recuperação: O Cruzeiro registrou um dos maiores crescimentos de "valuation" em 2025, impulsionado pela reestruturação das categorias sub-17 e sub-20.

Por que a Base é o Melhor Negócio do Brasil?

Em 2026, a venda de jogadores da base representa, em média, 25% a 40% da receita anual dos grandes clubes. Com o real desvalorizado frente ao Euro e ao Dólar, vender uma "promessa" por € 20 milhões significa injetar mais de R$ 120 milhões nos cofres, o que muitas vezes equivale a um patrocínio master de dois anos.

Além do retorno financeiro, o sucesso das bases brasileiras no exterior (como Vini Jr. e Rodrygo no Real Madrid) cria um efeito vitrine. Clubes europeus agora compram jogadores cada vez mais jovens para evitar pagar valores astronômicos quando estes já estiverem consagrados.

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