Corinthians tem pior campanha do returno e transforma crise em ameaça real contra o rebaixamento

 

Corinthians tem pior campanha do returno e entra em alerta

O Corinthians chegou a um ponto em que a sequência de derrotas deixou de ser apenas uma fase ruim e passou a representar um problema direto na luta contra o rebaixamento.

Após perder por 3 a 1 para o Fluminense, neste domingo, o time de Fernando Diniz alcançou a sexta derrota consecutiva no Brasileirão e terminou a 28ª rodada com apenas 32 pontos, três acima da zona de rebaixamento.

Mas existe um número ainda mais preocupante: considerando somente o segundo turno, o Corinthians tem a pior campanha de toda a Série A.

Corinthians somou apenas 5 pontos no returno

O levantamento do ge após a 28ª rodada coloca o Corinthians na última posição do segundo turno, com apenas 5 pontos em 27 disputados.

O aproveitamento é de aproximadamente 18,5%.

Para dimensionar o tamanho do problema, o Flamengo lidera o returno com 20 pontos em nove partidas, enquanto o Santos aparece com 17 pontos em apenas oito jogos.

Recorte do returnoCorinthians
Jogos9
Pontos5
Aproveitamento18,5%
Derrotas6
SituaçãoÚltimo colocado

O número de derrotas chama atenção porque coincide com a sequência atual do time: são seis partidas consecutivas perdidas no Campeonato Brasileiro.

A situação ficou ainda mais delicada porque o Corinthians não está distante do Z4 na classificação geral. A equipe ocupa a 14ª posição, com 32 pontos, apenas três acima da zona de rebaixamento.

A diferença entre o primeiro e o segundo turno explica a queda

O problema não começou no segundo turno.

Antes da parada para a Copa do Mundo, o Corinthians vinha apresentando números consideravelmente melhores sob Fernando Diniz. Em 16 partidas, foram nove vitórias, quatro empates e três derrotas, com 64,6% de aproveitamento.

Depois da retomada, o desempenho caiu. Em 11 jogos analisados no início de setembro, o time tinha quatro vitórias, três empates e quatro derrotas, chegando a apenas 45,5% de aproveitamento naquele recorte.

Agora, o cenário piorou ainda mais.

No returno, o Corinthians venceu apenas uma partida, empatou duas e perdeu seis. O resultado é uma campanha que coloca o clube na parte mais baixa da tabela justamente no momento em que a competição entra em sua reta decisiva.

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Seis derrotas consecutivas mudaram o tamanho da crise

A sequência começou com derrotas para Cruzeiro, Coritiba, Santos, Chapecoense, Flamengo e Fluminense.

O problema é que quatro desses resultados aconteceram antes mesmo do confronto com o Flamengo, quando a equipe já começava a despencar na tabela.

O ge havia destacado que a sequência de quatro derrotas contra Cruzeiro, Coritiba, Santos e Chapecoense já representava uma marca que não acontecia desde 2007, ano do único rebaixamento do Corinthians no Campeonato Brasileiro.

A série agora chegou a seis.

E o contexto é ainda mais pesado porque duas das últimas derrotas aconteceram justamente contra adversários de peso: Flamengo e Fluminense.

Protesto aumenta a pressão sobre Diniz e elenco

A derrota para o Fluminense também provocou uma reação imediata nas arquibancadas.

Antes da partida, torcedores protestaram ficando de costas para o campo durante a entrada dos jogadores. Depois do apito final, as organizadas voltaram a cobrar o elenco e cantaram frases direcionadas aos jogadores.

A Polícia Militar reforçou a segurança na Neo Química Arena, embora o protesto tenha ocorrido de forma pacífica.

Os jogadores também evitaram o contato com a torcida e nenhum atleta concedeu entrevista na saída do gramado.

O ambiente ajuda a explicar por que o momento deixou de ser tratado apenas como uma sequência ruim de resultados.

O 3 a 1 para o Fluminense expôs novamente os problemas

O Corinthians até conseguiu diminuir o placar com Gustavo Henrique no segundo tempo, mas já havia sofrido dois gols de Hulk e ainda levou o terceiro, marcado por Serna nos acréscimos.

A equipe terminou derrotada por 3 a 1 diante de 38.686 torcedores na Neo Química Arena.

Na análise do ge, o time voltou a apresentar dificuldades na construção ofensiva e pouca objetividade, além de depender excessivamente de Yuri Alberto para encontrar soluções no ataque.

Esse é um dos pontos que tornam a recuperação mais complicada: não se trata somente de resultados ruins, mas de uma sequência na qual o desempenho coletivo também vem sendo questionado.

O Corinthians ainda tem margem, mas ela diminuiu

Os 32 pontos mantêm o Corinthians fora do Z4, mas a vantagem é curta.

São apenas três pontos de diferença para a zona de rebaixamento, enquanto ainda restam partidas suficientes para que uma sequência negativa altere completamente a situação.

E existe uma diferença importante entre olhar apenas a classificação geral e analisar o momento.

Na tabela acumulada, o Corinthians está em 14º.

No returno, é o último.

É justamente essa segunda informação que transforma a crise em alerta.

Se o Corinthians mantiver no restante do campeonato um aproveitamento próximo dos 18,5% registrados até agora no segundo turno, a equipe terá enorme dificuldade para construir uma distância segura da zona de rebaixamento.

O número que o Corinthians precisa mudar

A tabela geral ainda oferece alguma proteção, mas o returno mostra uma tendência que o clube precisa interromper rapidamente.

Cinco pontos em nove jogos, seis derrotas consecutivas e apenas três pontos de vantagem para o Z4 formam um conjunto de números difícil de ignorar.

O Corinthians não está matematicamente no grupo dos quatro últimos, mas a campanha recente colocou o clube em uma situação na qual cada rodada passou a ter peso muito maior.

A próxima reação precisa aparecer justamente onde os números mais preocupam: na pontuação do segundo turno.

Porque, neste momento, o maior adversário do Corinthians não é apenas a posição na tabela. É a velocidade com que a equipe vem perdendo pontos.

Bruno Santana

Formado em Análise e Desenvolvimento de sistemas , mas apaixonado por futebol e escritos nas horas vagas

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