São Paulo entra oficialmente na luta contra o rebaixamento
O São Paulo chegou ao ponto mais preocupante de sua temporada no Campeonato Brasileiro. A derrota por 1 a 0 para a Chapecoense, no domingo (23), na Arena Condá, fez o Tricolor alcançar dez partidas consecutivas sem vencer e estacionar nos 27 pontos, apenas três acima da zona de rebaixamento.
O resultado é ainda mais grave pelo adversário.
A Chapecoense era a lanterna do campeonato e havia passado 21 jogos sem vencer. Mesmo assim, conseguiu superar o São Paulo e aumentar a pressão sobre o clube paulista.
O cenário mudou completamente.
O que inicialmente parecia apenas uma sequência ruim agora se transformou em uma crise esportiva real, com o São Paulo precisando olhar para a parte de baixo da tabela.
Dez jogos sem vencer: uma marca histórica
A sequência atual é uma das piores da história do São Paulo no Brasileirão por pontos corridos.
O Tricolor não vence desde 25 de abril, quando derrotou o Mirassol. Desde então, são quatro empates e seis derrotas.
A marca de dez partidas sem vitória é a segunda pior sequência do clube na era dos pontos corridos, ficando atrás somente da série de 12 jogos sem vencer registrada em 2013.
As maiores sequências sem vitória
- 2013: 12 jogos
- 2026: 10 jogos — sequência atual
- 2021: 9 jogos
- 2017: 9 jogos
- 2011: 9 jogos
Ou seja, o São Paulo está a apenas três partidas de igualar a pior sequência de sua história nos pontos corridos.
O problema ficou maior com Dorival Júnior
A troca de treinador ainda não produziu o efeito esperado.
Roger Machado deixou o comando, e Dorival Júnior assumiu a equipe.
Entretanto, no Brasileirão, o novo treinador conquistou apenas 3 dos 21 pontos disputados, um aproveitamento de aproximadamente 14%. É um início extremamente preocupante.
As duas vitórias conquistadas por Dorival aconteceram na Copa Sul-Americana, competição na qual o São Paulo conseguiu avançar.
No campeonato nacional, porém, a reação não veio.
O São Paulo ainda tem vantagem sobre o Z-4?
Tem, mas ela é pequena.
O Tricolor está em 13º lugar, com 27 pontos.
O primeiro clube dentro da zona de rebaixamento é o Mirassol, com 24 pontos, embora a situação da tabela tenha jogos pendentes.
A diferença de apenas três pontos significa que uma nova rodada ruim pode colocar o São Paulo dentro da zona.
E esse é justamente o grande perigo.
O clube não precisa necessariamente perder várias partidas para entrar no Z-4.
Basta continuar sem vencer enquanto os concorrentes pontuam.
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Qual é a chance de o São Paulo ser rebaixado?
Os números mais recentes disponíveis após a 24ª rodada colocam o São Paulo com 17,6% de probabilidade de rebaixamento, segundo projeção da UFMG divulgada após os resultados do fim de semana.
Esse percentual não significa que o São Paulo tenha "17,6% de certeza" de cair.
Trata-se de uma projeção estatística, que considera a situação atual da tabela e o desempenho das equipes.
Mas o número é suficiente para mostrar que o risco deixou de ser meramente teórico.
Probabilidade de queda após a 24ª rodada
| Clube | Risco de rebaixamento |
|---|---|
| Chapecoense | 98,1% |
| Vasco | 66,4% |
| Remo | 59,2% |
| Internacional | 41,7% |
| Mirassol | 36,5% |
| Grêmio | 33,3% |
| Santos | 30,6% |
| São Paulo | 17,6% |
| Vitória | 11,3% |
| Coritiba | 4,0% |
O São Paulo ainda está longe de ser o principal candidato ao rebaixamento.
Mas também já não pode tratar a possibilidade de queda como algo impossível.
O que o São Paulo precisa fazer para escapar?
Uma referência tradicional utilizada no Brasileirão é a marca de 45 pontos como pontuação considerada próxima da segurança.
O problema é que o São Paulo tem 27 pontos.
Isso significa que precisaria conquistar mais 18 pontos para chegar aos 45.
Restam 14 jogos.
Na prática, seriam necessárias seis vitórias, ou uma combinação equivalente de vitórias e empates.
Segundo levantamento do UOL, o próprio cenário atual faz o clube precisar "ligar a calculadora" para projetar a permanência.
Um caminho possível
Por exemplo:
- 6 vitórias = 18 pontos;
- 5 vitórias + 3 empates = 18 pontos;
- 4 vitórias + 6 empates = 18 pontos.
O problema é que o São Paulo não vence há dez rodadas.
Portanto, antes de fazer qualquer conta de 45 pontos, o time precisa simplesmente voltar a ganhar.
O calendário aumenta a preocupação
A sequência que vem pela frente não é tranquila.
O São Paulo terá confrontos importantes contra equipes que também podem estar disputando posições relevantes na tabela.
Entre os próximos desafios estão Bragantino, Atlético-MG e Palmeiras.
Isso torna a recuperação ainda mais urgente.
Se o Tricolor continuar desperdiçando pontos, poderá chegar às últimas rodadas pressionado e dependendo de resultados de adversários.
A derrota para a Chapecoense acende o sinal vermelho
A partida na Arena Condá é particularmente simbólica.
O São Paulo enfrentou uma equipe que estava na última colocação e que vinha de uma sequência de 21 partidas sem vencer.
Mesmo assim, perdeu por 1 a 0.
O gol da Chapecoense foi marcado por Bruno Pacheco, de cabeça, após cobrança de escanteio.
O problema não foi apenas o resultado.
A atuação também gerou preocupação.
Análise do ge destacou a apatia apresentada pelo São Paulo diante do lanterna e a aproximação da zona de rebaixamento.
O ataque também preocupa
Uma equipe que luta contra o rebaixamento precisa encontrar maneiras de transformar jogos equilibrados em vitórias.
O São Paulo não está conseguindo fazer isso.
A falta de regularidade ofensiva se tornou um problema ao longo da sequência.
Quando o time sofre um gol, encontra dificuldade para reagir.
E quando consegue criar oportunidades, não demonstra a eficiência necessária para transformar essas chances em três pontos.
Calleri vira preocupação
Além da derrota, o São Paulo terminou o jogo contra a Chapecoense com outra preocupação: Jonathan Calleri deixou a partida lesionado.
A ausência do centroavante pode ser um problema importante justamente neste momento em que o Tricolor precisa aumentar sua produção ofensiva.
O clube precisa de seus principais jogadores disponíveis para iniciar uma reação.
A Sul-Americana virou um contraste
Existe uma situação curiosa no São Paulo.
Enquanto o Brasileirão representa uma crise, o clube conseguiu avançar na Copa Sul-Americana.
A equipe eliminou o Bolívar após vencer por 3 a 1 e garantiu vaga nas quartas de final.
Isso cria uma realidade curiosa:
o São Paulo está vivo em uma competição continental, mas precisa lutar contra o rebaixamento no campeonato nacional.
A prioridade esportiva precisa ser administrada com cuidado.
O risco não é apenas matemático
O principal alerta é que o problema não está somente na tabela.
O desempenho também preocupa.
Um time que passa dez jogos sem vencer demonstra uma dificuldade estrutural para conquistar pontos.
Se a sequência continuar, a matemática inevitavelmente ficará mais perigosa.
Por isso, o São Paulo precisa interromper a série rapidamente.
Uma vitória pode mudar completamente o ambiente.
Mais uma derrota pode aumentar a crise.
A pressão sobre Dorival aumenta
Dorival Júnior chegou ao clube com a missão de recuperar o time.
Até agora, porém, o Brasileirão mostra exatamente o contrário.
O aproveitamento de aproximadamente 14% sob seu comando na competição é um dos maiores sinais de alerta.
O treinador reconheceu a gravidade do momento após a derrota para a Chapecoense e classificou o resultado como vergonhoso, cobrando consciência sobre o peso da camisa do São Paulo.
Agora, a resposta precisa aparecer dentro de campo.
O São Paulo vai ser rebaixado?
Ainda não é possível afirmar isso.
E os números não apontam o Tricolor como o principal candidato à queda.
A probabilidade estimada em 17,6% significa que, estatisticamente, o São Paulo ainda possui uma chance muito maior de permanecer na Série A do que de ser rebaixado.
Mas existe uma diferença importante entre "não ser favorito ao rebaixamento" e "estar seguro".
O São Paulo não está seguro.
Três pontos acima do Z-4 e dez partidas sem vencer representam um cenário de alerta.
O que pode salvar o Tricolor?
O São Paulo ainda possui alguns fatores a seu favor.
1. Pontuação
O clube tem 27 pontos e não está dentro do Z-4.
2. Experiência
O elenco possui jogadores acostumados a disputar partidas de alta pressão.
3. Tempo
Ainda restam 14 rodadas.
4. Sul-Americana
A classificação continental pode ajudar a recuperar confiança.
5. Concorrentes também oscilam
A luta contra o rebaixamento está bastante embolada, com vários clubes próximos na tabela.
O problema é que esses fatores só terão valor se o São Paulo começar a pontuar.
A conta é simples: precisa voltar a vencer
Depois de dez rodadas sem vitória, a prioridade não deveria ser discutir título, classificação continental ou grandes objetivos.
A prioridade é muito mais básica:
vencer uma partida de Brasileirão.
Depois disso, o clube poderá pensar em construir uma sequência.
Uma vitória pode devolver confiança.
Duas ou três vitórias podem afastar o perigo.
Mas novos tropeços podem fazer a equipe entrar definitivamente na briga contra a queda.
O São Paulo vive uma crise séria no Campeonato Brasileiro.
A derrota por 1 a 0 para a Chapecoense levou o Tricolor a dez jogos consecutivos sem vencer, segunda pior sequência do clube na era dos pontos corridos.
Com 27 pontos, o time está apenas três pontos acima da zona de rebaixamento.
E o cenário estatístico já confirma a preocupação: a projeção mais recente da UFMG aponta 17,6% de risco de rebaixamento para o São Paulo.
Não significa que o Tricolor esteja condenado.
Mas significa que o alerta vermelho está ligado.
Restam 14 rodadas, e o clube precisa recuperar pelo menos seis vitórias para alcançar a simbólica marca de 45 pontos.
O maior problema é que, até agora, a equipe não consegue vencer.
A classificação na Sul-Americana mostra que ainda existe capacidade de reação, mas o Brasileirão exige uma resposta imediata.
O São Paulo ainda pode escapar com relativa tranquilidade. Para isso, porém, precisa parar de adiar a reação. Se o jejum chegar às últimas rodadas, aquilo que hoje é uma ameaça de rebaixamento poderá se transformar em uma realidade concreta.
