Athletico-PR pode fazer história no Brasileirão?

Athletico-PR pode brigar pelo título do Brasileirão?


 O Athletico-PR deixou de ser apenas uma surpresa do Brasileirão e começa a ser tratado como um verdadeiro candidato às primeiras posições. Recém-promovido da Série B, o Furacão derrotou o Botafogo por 3 a 2 no Nilton Santos, chegou aos 44 pontos e encostou no Flamengo, segundo colocado.

Mais do que a posição na tabela, o momento do clube chama atenção. O Athletico alcançou nove jogos consecutivos sem perder, com seis vitórias e três empates, e tem como principal referência ofensiva o colombiano Kevin Viveros, que chegou a 16 gols e retomou a liderança da artilharia.

A pergunta que começa a ganhar força nos bastidores do campeonato é inevitável:

o Athletico-PR pode realmente brigar pelo título brasileiro?

De recém-promovido a candidato

O Athletico terminou a temporada de 2025 como vice-campeão da Série B e retornou à elite em 2026 com uma missão aparentemente mais simples: permanecer na primeira divisão.

O cenário mudou completamente.

Após 24 rodadas, o Furacão aparece na terceira colocação, com 44 pontos, apenas um atrás do Flamengo e sete atrás do líder Palmeiras, que tem 51.

A campanha já é histórica para o clube.

Antes mesmo da vitória sobre o Botafogo, o Athletico havia registrado, em 22 rodadas, sua melhor pontuação da história nesse estágio do Brasileirão, superando a marca de 2013. Naquela temporada, o clube também havia acabado de retornar da Série B e terminou o campeonato na terceira colocação.

A coincidência aumenta ainda mais a expectativa.

A campanha atual supera a de 2013

O Athletico de 2026 já começou a repetir algumas das marcas daquela equipe de 2013.

Naquele ano, o Furacão terminou o Brasileirão em terceiro lugar, com 64 pontos, e garantiu vaga na pré-Libertadores.

Agora, porém, o time chega à reta decisiva com uma pontuação ainda mais alta.

Com 44 pontos em 24 partidas, o Athletico possui uma média próxima de 1,83 ponto por jogo.

Se mantiver esse ritmo até o fim, poderá terminar o campeonato com uma pontuação próxima ou superior à casa dos 65 pontos.

E existe um detalhe importante: o clube ainda tem 14 rodadas pela frente.

Viveros virou o rosto da campanha

Se o Athletico está brigando na parte de cima, boa parte da explicação passa por Kevin Viveros.

O colombiano marcou dois gols na vitória sobre o Botafogo e chegou aos 16 gols no Brasileirão, ultrapassando Pedro, do Flamengo, que tem 15.

A atuação no Nilton Santos foi praticamente uma representação da campanha do Furacão.

O time foi eficiente, aproveitou os erros do adversário e encontrou em seu principal goleador a capacidade de transformar oportunidades em gols.

Viveros não é apenas o artilheiro.

Ele se tornou uma das principais armas do Athletico para enfrentar os grandes clubes do campeonato.

Nove jogos sem perder

Outro número que explica a campanha é a sequência recente.

O Athletico não perde no Brasileirão há nove partidas.

Nesse período, são:

  • 6 vitórias
  • 3 empates
  • 0 derrotas

A última derrota aconteceu em 10 de maio, contra o Vasco, por 1 a 0, em São Januário.

Desde então, o Furacão construiu uma sequência que o colocou definitivamente na briga pelas primeiras posições.

Não se trata, portanto, de uma campanha construída por uma ou duas vitórias isoladas.

Existe regularidade.

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O que torna o Athletico tão competitivo?

Uma das características mais interessantes do time é a capacidade de competir mesmo quando não domina completamente as partidas.

Contra o Botafogo, por exemplo, o Athletico abriu 3 a 0 e sofreu dois gols no final.

A equipe soube aproveitar erros do adversário e foi extremamente eficiente nas oportunidades que criou.

Esse tipo de eficiência costuma ser fundamental em campeonatos longos.

Nem sempre o melhor time vence.

Muitas vezes, vence aquele que consegue aproveitar melhor os momentos decisivos.

O Furacão tem elenco para disputar o título?

Aqui está provavelmente o maior ponto de interrogação.

Para conquistar o Brasileirão, não basta ter um excelente momento.

É necessário manter regularidade durante toda a temporada.

Palmeiras e Flamengo, por exemplo, possuem elencos muito mais caros e experiência recente em decisões nacionais e continentais.

O Athletico terá de enfrentar essa diferença de profundidade.

Lesões, suspensões, desgaste físico e queda de rendimento podem pesar muito nas últimas rodadas.

Por outro lado, o clube já mostrou que possui uma base competitiva suficiente para enfrentar adversários de alto nível.

O calendário pode decidir

As próximas rodadas serão fundamentais.

O Athletico não pode apenas pensar em manter sua posição.

Também precisará aproveitar eventuais tropeços de Palmeiras e Flamengo.

A diferença para o líder é de sete pontos, enquanto a distância para o segundo colocado é de apenas um ponto.

Isso significa que o Furacão está muito mais próximo da vice-liderança do que da liderança.

Uma sequência de duas ou três rodadas com bons resultados poderia mudar completamente essa fotografia.

O próximo desafio já é importante

O próximo compromisso do Athletico será contra o Fluminense, pela 25ª rodada, na Arena da Baixada.

Será mais uma oportunidade para o time mostrar que a campanha não é apenas uma sequência positiva passageira.

Vencer significa manter a pressão sobre o Flamengo.

Um empate mantém o clube vivo na disputa.

Uma derrota, por outro lado, pode permitir que concorrentes se aproximem.

Athletico já pensa em Libertadores

Mesmo que o título ainda pareça um objetivo distante, a classificação para a Libertadores já aparece como uma possibilidade muito concreta.

Segundo cálculo do Departamento de Matemática da UFMG citado pelo UOL, o Athletico possui 89,9% de chance de garantir uma vaga na Libertadores de 2027.

Isso mostra como a campanha deixou de ser apenas uma surpresa.

O Furacão já está construindo uma temporada que pode colocá-lo novamente entre os principais clubes do continente.

O fator casa também pesa

Um dos pontos que explicam a campanha é a força do Athletico em seus domínios.

O clube vem apresentando desempenho muito consistente na Arena da Baixada, transformando seus jogos como mandante em uma importante fonte de pontos.

E em um campeonato equilibrado, isso pode fazer toda a diferença.

Para brigar pelo título, porém, o Furacão também precisará continuar pontuando fora de casa.

A comparação com outros recém-promovidos

A campanha atual ganha ainda mais importância quando colocada em perspectiva.

O Athletico está entre os melhores desempenhos de clubes recém-promovidos na era dos pontos corridos com 20 equipes. O recorde pertence ao Internacional de 2018, que terminou aquela competição com 69 pontos e na terceira posição.

O curioso é que o Athletico pode chegar muito perto dessa marca.

Se repetir aproximadamente o rendimento apresentado no primeiro turno, a projeção aponta para 67 pontos ao final do campeonato.

Isso colocaria o Furacão novamente entre as campanhas mais impressionantes de um recém-promovido.

Mas título é outra história

É importante separar duas coisas.

Uma campanha histórica de recém-promovido não significa necessariamente que o time será campeão.

O Athletico já provou que pode terminar entre os primeiros.

Agora precisa provar que consegue disputar a liderança até as últimas rodadas.

A diferença para o Palmeiras ainda é de sete pontos.

E o líder possui um elenco extremamente forte.

Portanto, falar em título ainda é uma possibilidade, não uma certeza.

O que precisa acontecer para o Athletico ser campeão?

O caminho é relativamente claro.

Primeiro: manter a invencibilidade pelo maior tempo possível.

Segundo: transformar confrontos diretos em vitórias.

Terceiro: continuar contando com Viveros em alto nível.

Quarto: evitar uma sequência de lesões e suspensões.

Quinto: aproveitar qualquer tropeço de Palmeiras e Flamengo.

Se esses cinco fatores acontecerem simultaneamente, a distância de sete pontos pode diminuir rapidamente.

A pressão agora é diferente

No início da temporada, ninguém cobrava o Athletico pelo título.

A expectativa era simplesmente permanecer na Série A.

Agora, a situação mudou.

Quando um time chega ao terceiro lugar e abre vantagem sobre concorrentes tradicionais, a cobrança naturalmente aumenta.

O desafio psicológico também passa a ser maior.

Os adversários começam a estudar mais o time.

A pressão aumenta.

E cada rodada passa a ter peso maior.

A grande surpresa do Brasileirão

O Athletico-PR é, sem dúvida, uma das principais histórias do Campeonato Brasileiro de 2026.

Um clube que estava na Série B em 2025 agora está entre os três melhores times da primeira divisão.

Possui o artilheiro do campeonato.

Está há nove partidas invicto.

Tem 44 pontos.

E está apenas um ponto atrás do Flamengo.

Os números não permitem mais tratar o Furacão como uma simples surpresa.

Então, o Athletico pode ser campeão?

Pode. Mas ainda não é o favorito.

O Palmeiras continua na liderança, com 51 pontos, e o Flamengo aparece logo atrás, com 45. O Athletico tem 44.

A diferença é suficientemente pequena para manter o clube vivo na disputa.

Ao mesmo tempo, a diferença financeira e de profundidade dos elencos faz com que Palmeiras e Flamengo continuem sendo candidatos mais naturais ao título.

O Athletico, entretanto, conquistou algo talvez ainda mais importante:

o direito de ser levado a sério.

O Athletico-PR voltou da Série B com uma missão modesta, mas rapidamente transformou a temporada em algo muito maior.

Com 44 pontos após 24 rodadas, nove jogos de invencibilidade e o artilheiro do Brasileirão, o Furacão está entre os protagonistas da competição.

A comparação histórica também impressiona: o time já superou a melhor campanha do próprio clube após 22 rodadas e se aproxima das melhores marcas de recém-promovidos da era dos pontos corridos.

Agora resta saber até onde essa história pode chegar.

O Athletico-PR ainda não é favorito ao título, mas já deixou de ser apenas uma surpresa. Se continuar pontuando nesse ritmo, o Furacão pode transformar uma campanha que parecia destinada apenas a garantir a permanência na Série A em uma das maiores histórias do Brasileirão 2026.

Bruno Santana

Formado em Análise e Desenvolvimento de sistemas , mas apaixonado por futebol e escritos nas horas vagas

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