Quando Lionel Messi levantou a taça da Copa do Mundo no Catar, em 2022, muitos acreditavam que aquele seria o ápice de sua carreira. O camisa 10 havia conquistado o único título que faltava em sua coleção, marcado sete gols, distribuído assistências e sido eleito o melhor jogador do torneio.
Quatro anos depois, porém, o argentino voltou a surpreender o mundo. Aos 39 anos, Messi chega às fases decisivas da Copa do Mundo de 2026 apresentando números ainda mais impressionantes em vários aspectos ofensivos. A comparação entre as duas campanhas mostra um jogador diferente fisicamente, mas extremamente eficiente e decisivo.
A pergunta que muitos torcedores fazem é inevitável: Messi está jogando ainda melhor do que em 2022?
Os números indicam que, pelo menos do ponto de vista ofensivo, essa discussão faz sentido.
A campanha de 2022 entrou para a história
Antes de comparar os números, é importante lembrar o tamanho da campanha realizada no Catar.
Naquele Mundial, Messi liderou a Argentina rumo ao tricampeonato.
Seus números finais foram:
| Estatística | Copa 2022 |
|---|---|
| Jogos | 7 |
| Gols | 7 |
| Assistências | 3 |
| Títulos | 1 |
| Melhor jogador | Sim |
Além dos sete gols, Messi marcou duas vezes na final contra a França e converteu sua cobrança na disputa por pênaltis, tornando-se o protagonista do título argentino.
Os números de 2026 impressionam
Na Copa de 2026, Messi voltou a ser o centro do ataque argentino.
Até este momento do torneio, seus números são:
| Estatística | Copa 2026* |
|---|---|
| Jogos | 4 |
| Gols | 7 |
| Assistências | 2 |
| Média de gols | 1,75 por jogo |
*Números antes das quartas de final.
O dado mais impressionante é que Messi igualou os sete gols marcados em 2022 utilizando menos partidas.
Melhor média de gols
Uma comparação chama bastante atenção.
Copa de 2022
- 7 gols em 7 jogos
- 1,0 gol por partida
Copa de 2026
- 7 gols em 4 jogos
- 1,75 gol por partida
Ou seja, sua eficiência ofensiva aumentou consideravelmente.
Mesmo atuando com idade mais avançada, Messi está finalizando menos vezes para marcar praticamente na mesma frequência.
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Um jogador mais objetivo
Existe outra diferença importante.
Em 2022, Messi participava muito da construção das jogadas.
Recuava constantemente.
Organizava ataques.
Iniciava transições.
Na Copa de 2026 seu posicionamento mudou.
Agora atua muito mais próximo da área.
Recebe menos distante do gol.
Finaliza com maior frequência.
Isso explica a excelente média de gols.
A experiência fez diferença
Fisicamente, Messi já não apresenta a explosão dos tempos de Barcelona.
Mas compensou isso com inteligência.
Sua leitura de jogo parece ainda melhor.
Escolhe o momento certo para acelerar.
Poupa energia durante alguns minutos.
E aparece exatamente onde o jogo precisa dele.
Esse tipo de evolução costuma acontecer com grandes jogadores no fim da carreira.
Os recordes continuam sendo quebrados
A Copa de 2026 também trouxe novos recordes para o camisa 10.
Entre eles:
- primeiro jogador da história a marcar sete ou mais gols em duas Copas diferentes;
- ampliou seu recorde de partidas disputadas em Mundiais;
- tornou-se ainda mais isolado como maior artilheiro da Argentina em Copas do Mundo.
Comparação direta
| Estatística | 2022 | 2026* |
|---|---|---|
| Jogos | 7 | 4 |
| Gols | 7 | 7 |
| Assistências | 3 | 2 |
| Média de gols | 1,0 | 1,75 |
| Título | Sim | Em disputa |
*Até o estágio atual do torneio.
Ainda falta o principal
Apesar dos números impressionantes, existe uma diferença importante.
Em 2022, Messi terminou a competição levantando a taça.
Na Copa de 2026 isso ainda depende dos próximos jogos.
Se conquistar mais um Mundial, o debate poderá ganhar uma nova dimensão.
A influência continua enorme
Mesmo aos 39 anos, Messi continua sendo o principal responsável pelas ações ofensivas da Argentina.
Sua presença modifica completamente o comportamento dos adversários.
Normalmente recebe marcação dupla.
Atrai defensores.
Abre espaços para os companheiros.
Além dos gols, continua influenciando praticamente todas as jogadas importantes da seleção argentina.
A maturidade mudou seu jogo
Hoje Messi joga de forma diferente.
Corre menos.
Mas pensa mais rápido.
Dribla apenas quando necessário.
Escolhe melhor os momentos para finalizar.
Esse controle faz com que desperdice menos energia durante os jogos.
É uma evolução natural de um atleta que conhece profundamente o futebol.
O desempenho coletivo ajuda
Outro fator importante é o funcionamento da Argentina.
A equipe continua apresentando:
- posse de bola qualificada;
- meio-campo muito forte;
- boa organização defensiva;
- movimentação constante dos atacantes.
Esse contexto facilita o trabalho de Messi, que pode concentrar esforços na criação e na finalização.
A melhor Copa da carreira?
Responder essa pergunta ainda é difícil.
Se analisarmos apenas os números individuais até este momento, a resposta pode ser sim.
Messi apresenta:
- média de gols superior;
- maior eficiência ofensiva;
- recordes históricos;
- excelente participação nas jogadas decisivas.
Entretanto, a Copa de 2022 possui um peso enorme por causa do título mundial e da atuação decisiva na final.
Caso a Argentina conquiste novamente o troféu e Messi mantenha esse nível, a campanha de 2026 poderá superar até mesmo a histórica atuação no Catar.
Lionel Messi voltou a desafiar a lógica do futebol. Aos 39 anos, ele alcançou sete gols em apenas quatro partidas, igualando a marca obtida na campanha campeã de 2022, quando precisou disputar sete jogos para atingir esse número. A eficiência ofensiva, a maturidade tática e os novos recordes mostram que o camisa 10 continua sendo um dos protagonistas da Copa do Mundo de 2026.
Ainda é cedo para afirmar que esta já é sua maior Copa, porque o torneio segue em andamento e a campanha de 2022 terminou com o título mundial e o prêmio de melhor jogador. No entanto, se Messi mantiver esse desempenho e conduzir novamente a Argentina ao troféu, a edição de 2026 terá argumentos muito fortes para ser considerada a melhor Copa do Mundo de toda a sua extraordinária carreira.
