Dois grupos já perderam todos os representantes na Copa 2026 saiba quais

 

Dois grupos já perderam todos os representantes na Copa 2026


A Copa do Mundo de 2026 tem proporcionado uma série de surpresas desde o início da fase eliminatória. Grandes seleções ficaram pelo caminho, zebras ganharam espaço e alguns grupos que pareciam fortes no sorteio acabaram desaparecendo completamente do torneio antes mesmo das quartas de final.

Com o encerramento da maior parte dos jogos dos 32 avos de final, dois grupos já não possuem mais nenhum representante vivo na competição. O fato chama atenção porque mostra como o equilíbrio do novo formato da Copa do Mundo pode mudar rapidamente o cenário do torneio.

Enquanto grupos considerados menos fortes seguem representados por duas ou até três seleções, outros perderam todos os seus classificados logo nas primeiras partidas do mata-mata.

A fase eliminatória mudou completamente o torneio

A Copa de 2026 inaugurou um novo formato com 48 seleções e uma fase de 32 avos de final logo após os grupos.

Isso aumentou significativamente o número de confrontos eliminatórios e tornou o caminho até o título ainda mais difícil.

Em apenas alguns dias, seleções tradicionais como Alemanha, Holanda, Japão, Suécia, Costa do Marfim, Equador, Senegal, Bósnia e Herzegovina e República Democrática do Congo deram adeus ao Mundial.

Grupo E: nenhum representante continua vivo

Dois grupos já perderam todos os representantes na Copa 2026


O primeiro grupo a ficar sem representantes foi o Grupo E.

Na fase de grupos, a chave foi composta por:

  • Alemanha
  • Costa do Marfim
  • Equador
  • Curaçao

A Alemanha terminou entre os favoritos do grupo, enquanto Costa do Marfim e Equador também apresentaram campanhas competitivas.

No entanto, o mata-mata foi cruel.

Alemanha

A tetracampeã mundial enfrentou o Paraguai.

Depois de empate por 1 a 1 no tempo normal, acabou eliminada nos pênaltis.

Foi mais uma eliminação precoce para os alemães, que seguem enfrentando dificuldades para repetir o nível apresentado na década passada. Joshua Kimmich reconheceu após a partida que a equipe "não mereceu avançar", citando o desempenho irregular desde a fase de grupos.

Costa do Marfim

Os africanos fizeram uma campanha interessante.

Com jogadores jovens e muita intensidade física, chegaram ao mata-mata cercados de expectativa.

Nas eliminatórias, enfrentaram a Noruega.

Apesar de criarem boas oportunidades, sofreram um gol decisivo de Erling Haaland e foram derrotados por 2 a 1.

A eliminação encerrou uma campanha considerada positiva para os marfinenses.

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Equador

O Equador encontrou um dos donos da casa.

Contra o México, a seleção sul-americana foi superada por 2 a 0.

Mesmo apresentando boa organização defensiva durante boa parte da partida, acabou dominada no segundo tempo.

Foi a última equipe do Grupo E a ser eliminada.

Com isso, nenhum representante da chave permaneceu vivo.

Por que o Grupo E fracassou?

Existem vários fatores.

O primeiro foi o nível dos confrontos.

Alemanha enfrentou um Paraguai extremamente organizado.

Costa do Marfim encontrou uma Noruega embalada por Haaland.

Equador teve pela frente um México impulsionado por mais de 80 mil torcedores.

Além disso, nenhuma das equipes conseguiu apresentar regularidade ofensiva suficiente para decidir seus jogos.

Grupo F também ficou sem representantes

Dois grupos já perderam todos os representantes na Copa 2026


Outro grupo que já perdeu todos os classificados foi o Grupo F.

A chave era formada por:

  • Holanda
  • Japão
  • Suécia
  • Tunísia

Durante a fase de grupos, muitos analistas apontavam esse como um dos grupos mais equilibrados do torneio.

No entanto, o mata-mata foi extremamente duro para seus representantes.

Holanda

A Holanda enfrentou Marrocos.

Depois de empate por 1 a 1, a decisão foi para os pênaltis.

Os marroquinos mostraram enorme tranquilidade e avançaram vencendo por 3 a 2.

Foi uma das maiores surpresas da fase eliminatória.

Japão

O Japão voltou a mostrar competitividade.

Contra o Brasil, chegou a abrir o placar e complicou bastante a vida da Seleção Brasileira.

No entanto, Casemiro e Gabriel Martinelli comandaram a reação brasileira.

Os japoneses perderam por 2 a 1 e, pela terceira Copa consecutiva, foram eliminados depois de saírem na frente em um jogo de mata-mata.

Suécia

A Suécia teve uma missão extremamente difícil.

O adversário foi a França.

Mesmo tentando pressionar nos minutos iniciais, acabou derrotada por 3 a 0.

A equipe francesa controlou praticamente toda a partida.

Mbappé foi novamente decisivo.

O equilíbrio enganou

Durante a fase de grupos, o Grupo F parecia um dos mais fortes.

Holanda.

Japão.

Suécia.

Três seleções acostumadas a disputar Copas do Mundo.

Mas o mata-mata mostrou outra realidade.

Todas foram eliminadas logo na primeira rodada eliminatória.

Comparativo entre os grupos eliminados

GrupoRepresentantes eliminados
EAlemanha, Costa do Marfim, Equador
FHolanda, Japão, Suécia

Ambos perderam 100% dos classificados no primeiro compromisso eliminatório.

O peso das zebras

Boa parte desse cenário aconteceu por causa das surpresas.

O Paraguai eliminou a Alemanha.

Marrocos eliminou a Holanda.

Noruega eliminou a Costa do Marfim.

México eliminou o Equador.

São resultados que poucos projetavam antes do início da fase eliminatória.

Isso mostra o quanto a Copa de 2026 tem sido imprevisível.

O novo formato aumenta as dificuldades

Na Copa anterior, muitas seleções tinham apenas um jogo eliminatório antes das quartas.

Agora existe uma etapa a mais.

Isso aumenta:

  • desgaste físico;
  • risco de eliminação;
  • importância do elenco;
  • necessidade de regularidade.

Grandes seleções que costumavam crescer nas fases decisivas agora precisam sobreviver a um confronto extra.

Quem aproveitou melhor?

Enquanto Grupos E e F desapareceram completamente, outras chaves continuam muito fortes.

O Grupo C ainda conta com Brasil e Marrocos.

O Grupo D segue representado por Estados Unidos e Paraguai.

O Grupo A permanece vivo com México.

Esses grupos conseguiram atravessar melhor a primeira fase eliminatória.

O que explica esse cenário?

Alguns fatores ajudam a entender.

Eficiência

Paraguai e Marrocos aproveitaram praticamente todas as oportunidades criadas.

Organização defensiva

México, Noruega e Marrocos sofreram poucos gols durante toda a competição.

Momento psicológico

O mata-mata exige equilíbrio emocional.

Seleções tradicionais sentiram mais pressão.

Já equipes consideradas azarãs jogaram com menos responsabilidade.

Lições para as próximas Copas

O desempenho dos Grupos E e F deixa algumas lições importantes.

Ter tradição não garante classificação.

Também não basta dominar a posse de bola.

Hoje as seleções mais competitivas são aquelas que conseguem:

  • defender bem;
  • aproveitar poucas oportunidades;
  • manter concentração durante os 90 minutos.

Foi exatamente isso que fizeram Paraguai, Marrocos, Noruega e México.

A eliminação completa dos Grupos E e F reforça o quanto a Copa do Mundo de 2026 tem sido marcada pelo equilíbrio e pelas surpresas. Alemanha, Holanda, Japão, Suécia, Costa do Marfim e Equador chegaram ao mata-mata cercados de expectativa, mas acabaram superados por adversários mais eficientes e organizados.

O novo formato do torneio aumentou a exigência para todas as seleções. Um único jogo ruim pode encerrar anos de preparação, independentemente da tradição ou do favoritismo. Enquanto alguns grupos perderam todos os seus representantes logo no início da fase eliminatória, outros seguem vivos e sonham com o título. Essa imprevisibilidade é justamente um dos fatores que tornam a Copa do Mundo de 2026 uma das edições mais emocionantes dos últimos anos.

Bruno Santana

Formado em Análise e Desenvolvimento de sistemas , mas apaixonado por futebol e escritos nas horas vagas

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