O maior problema do novo Brasil está no meio-campo?
A primeira convocação de Carlo Ancelotti após a Copa do Mundo de 2026 deixou uma mensagem bastante clara: o treinador italiano identificou no meio-campo um dos principais problemas da Seleção Brasileira.
Mais do que simplesmente trocar jogadores, Ancelotti começou a procurar novas características para o setor.
Na lista de 26 convocados para os amistosos contra Austrália e Índia, o treinador chamou seis meio-campistas: Andrey Santos, Breno Bidon, Bruno Guimarães, Danilo Santos, Douglas Luiz e Gabriel Bontempo.
E há um detalhe importante: apenas Bruno Guimarães e Danilo Santos estavam no elenco da Copa de 2026.
A renovação, portanto, é bastante significativa.
Ancelotti admitiu a carência de meias
O próprio treinador foi direto ao explicar a escolha.
Segundo Ancelotti, o Brasil atualmente possui boas opções para defesa e ataque, mas enfrenta uma carência de qualidade no meio-campo.
O italiano chegou a comparar a situação brasileira com a da Espanha.
Para ele, os espanhóis conseguem apostar em um futebol de posse e controle porque possuem uma geração com muitos meio-campistas de alto nível.
No Brasil, a realidade é diferente.
"Temos que escolher meio-campistas. Aí temos um pouco de carência", explicou Ancelotti.
Essa declaração talvez seja uma das mais importantes para entender o projeto do treinador.
1. Bruno Guimarães é o ponto de partida
Entre os seis meias convocados, Bruno Guimarães aparece como o jogador mais consolidado.
O meio-campista do Arsenal foi mantido após a Copa e é considerado uma das peças importantes da nova Seleção.
Ancelotti classifica Bruno entre os jogadores de característica box-to-box, capazes de participar da construção defensiva e também aparecer no ataque.
Isso pode fazer dele uma espécie de referência para os jogadores mais jovens.
A questão agora é descobrir quem será seu parceiro.
2. Andrey Santos volta ao radar
Andrey Santos é outro nome que Ancelotti parece enxergar como importante para o futuro.
O jogador retorna à Seleção depois de não ter participado da Copa do Mundo.
Diferentemente de Bruno, Andrey é visto pelo treinador como um meio-campista mais posicional, capaz de atuar à frente da defesa.
Essa característica pode ser fundamental.
Se Ancelotti quiser utilizar uma formação com três jogadores no meio, Andrey pode funcionar como o homem responsável por dar equilíbrio à equipe.
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3. Douglas Luiz ganha nova oportunidade
Outro jogador experiente que aparece na renovação é Douglas Luiz.
O volante também possui características mais posicionais.
Sua convocação mostra que Ancelotti não pretende simplesmente apostar em adolescentes ou jogadores recém-chegados à Seleção.
A ideia é misturar juventude com atletas que já possuem experiência no futebol europeu.
Douglas Luiz pode ser justamente esse elo.
4. Breno Bidon representa a nova geração
Entre as novidades, Breno Bidon é uma das que mais chamam atenção.
O meio-campista do Corinthians recebeu sua primeira convocação para a Seleção principal.
A escolha é simbólica.
Ancelotti está procurando jogadores capazes de construir o futuro do setor e Bidon aparece como uma das apostas para esse processo.
O jogador ainda terá que provar que consegue reproduzir na Seleção o desempenho apresentado no clube.
Mas sua convocação mostra que o treinador está disposto a abrir espaço para novos talentos.
5. Gabriel Bontempo também ganha oportunidade
Outro estreante é Gabriel Bontempo, do Santos.
O meia também foi chamado pela primeira vez para a Seleção principal.
Sua presença reforça a estratégia de Ancelotti de procurar jogadores jovens que possam evoluir durante o ciclo até 2030.
Bontempo não chega com a obrigação de resolver imediatamente o problema do meio-campo.
A ideia é justamente observar seu potencial.
Como Ancelotti pode montar o meio-campo?
A grande dúvida agora é qual formação o treinador utilizará.
Ancelotti revelou que a Seleção pode atuar com dois ou três meio-campistas, dependendo das características dos jogadores disponíveis.
Opção com três
Uma possibilidade seria:
Andrey Santos
Bruno Guimarães
Breno Bidon
Nesse cenário, Andrey poderia atuar mais próximo da defesa, enquanto Bruno e Bidon teriam liberdade para avançar.
Opção com dois
Outra possibilidade seria:
Bruno Guimarães + Andrey Santos
Nesse desenho, a Seleção teria mais jogadores ofensivos à frente.
Tudo dependerá do adversário e daquilo que Ancelotti identificar durante os treinamentos.
O problema não é apenas encontrar bons jogadores
Existe uma questão mais profunda.
O Brasil historicamente revelou grandes meio-campistas.
De Didi a Gérson, de Zico a Falcão, de Rivaldo a Kaká, a Seleção sempre teve jogadores capazes de controlar partidas.
Nos últimos anos, porém, a formação de jogadores para essa posição mudou.
O futebol brasileiro passou a produzir muitos atletas de velocidade e jogadores ofensivos pelos lados.
Encontrar um meia capaz de organizar o jogo, controlar o ritmo e quebrar linhas tornou-se uma tarefa mais difícil.
E Ancelotti percebeu isso rapidamente.
A comparação com a Espanha explica o problema
A Espanha virou uma referência justamente pela quantidade de meio-campistas técnicos disponíveis.
O país consegue montar equipes com vários jogadores capazes de receber a bola sob pressão, circular a posse e controlar o ritmo.
Ancelotti reconhece que o Brasil ainda não possui a mesma abundância.
Por isso, o treinador não está preso a um único modelo de jogo.
Ele quer primeiro descobrir quais jogadores possui.
Depois, decidirá como a Seleção deve jogar.
A renovação já começou
A primeira convocação de Ancelotti mostra uma mudança significativa.
Dos 26 jogadores chamados, oito são estreantes na Seleção principal.
Além disso, apenas nove jogadores que estiveram na Copa de 2026 permaneceram na lista, mostrando o tamanho da reformulação.
No meio-campo, a mudança é ainda mais evidente.
Casemiro, Lucas Paquetá e outros nomes do ciclo anterior ficaram fora.
Ancelotti decidiu olhar para frente.
Quem pode ganhar a titularidade?
Hoje, Bruno Guimarães parece ser o nome mais seguro.
A disputa pelas outras posições está completamente aberta.
Candidatos
| Jogador | Perfil | Situação |
|---|---|---|
| Bruno Guimarães | Box-to-box | Principal referência |
| Andrey Santos | Posicional | Forte candidato |
| Douglas Luiz | Posicional | Experiência |
| Breno Bidon | Box-to-box | Grande aposta |
| Gabriel Bontempo | Box-to-box | Jovem em observação |
| Danilo Santos | Box-to-box | Opção mantida da Copa |
Ancelotti terá vários testes pela frente.
E isso é exatamente o que ele pretende fazer.
A grande pergunta é: quem será o novo cérebro do Brasil?
A Seleção ainda precisa encontrar um jogador capaz de assumir a responsabilidade de organizar o jogo.
Bruno Guimarães possui qualidade para isso.
Mas Ancelotti parece interessado em desenvolver alternativas.
Bidon e Bontempo podem crescer durante o ciclo.
Andrey Santos pode oferecer equilíbrio.
Douglas Luiz pode disputar espaço pela experiência.
E outros jogadores ainda podem aparecer.
A busca, portanto, não terminou.
Na verdade, ela está apenas começando.
O meio-campo pode definir o novo estilo do Brasil
Essa talvez seja a conclusão mais importante da primeira convocação.
Ancelotti não chegou à Seleção com um esquema pronto.
Ele está tentando entender o material humano disponível.
Se encontrar três meio-campistas capazes de controlar o jogo, poderá utilizar uma formação com três no setor.
Se as melhores opções forem diferentes, poderá optar por dois.
Como o próprio treinador explicou, as características dos jogadores vão determinar o modelo de jogo.
Isso significa que o meio-campo não será apenas mais um setor da equipe.
Ele pode determinar como o Brasil inteiro vai jogar.
O que Ancelotti procura?
O novo treinador parece buscar quatro características principais:
- Controle da posse
- Capacidade de pressionar
- Chegada à área
- Equilíbrio defensivo
Por isso, a classificação entre "volante" e "meia" fica cada vez menos importante.
O futebol moderno exige jogadores capazes de participar de diferentes momentos da partida.
É justamente aí que entra o conceito de box-to-box citado por Ancelotti.
O Brasil precisa revelar novos meias
A preocupação de Ancelotti vai além dos próximos amistosos.
O treinador pensa na Copa de 2030.
Por isso, observar jogadores jovens agora é fundamental.
Breno Bidon e Gabriel Bontempo não precisam ser os salvadores da Seleção.
Eles precisam ser desenvolvidos.
Andrey Santos também ainda tem espaço para evoluir.
E outros nomes certamente serão observados nos próximos meses.
O trabalho de Ancelotti será encontrar, entre eles, os jogadores capazes de assumir o setor nos próximos anos.
A primeira convocação de Carlo Ancelotti deixou uma mensagem clara: o meio-campo é hoje uma das maiores preocupações da Seleção Brasileira.
O treinador italiano não escondeu a dificuldade e comparou o Brasil com a Espanha, que possui uma geração muito mais abundante de meio-campistas.
Por isso, nomes como Bruno Guimarães, Andrey Santos, Douglas Luiz, Breno Bidon e Gabriel Bontempo ganharam importância neste novo ciclo.
Bruno aparece como uma das referências.
Andrey e Douglas podem oferecer equilíbrio.
Bidon e Bontempo representam o futuro.
E Ancelotti terá uma missão enorme: transformar esse grupo de jogadores em um meio-campo capaz de controlar partidas no mais alto nível.
O novo Brasil pode começar justamente por ali: no meio-campo.